Por fim e a pesar de tudo conseguiu-se a beatificação de Dom Romero, arcebispo-mártir de San Salvador (1917-1980). Quando vivo, ele teve incontáveis dificuldades com João Paulo II, que não queria recebê-lo; e já morto, a Cúria Vaticana bloqueou o seu processo, acusando-o de ser comunista.
É muita miopia espiritual não ver que morria um mártir, testemunha de Jesus.
Muita gente foi assassinada naquela época.
O Padre jesuíta Rutílio Grande (1928-1977) foi o primeiro. Com ele caíram um catequista,
Manuel Solorzano, 72 anos, e um acólito de 16 anos,
Nelson Rutilio Lemus. Depois deles, muitos outros derramaram o seu sangue: leigos, religiosas e padres...
Por fim, aqueles malditos esquadrões da morte chegaram ao Campus da UCA (Universidade Católica)
e assassinaram mais cinco jesuítas e duas colaboradoras. Quiseram silenciar cabeças pensantes, vozes proféticas e corações fraternos. O mundo inteiro protesto, em quanto o Vaticano calava.
Até que veio Francisco, o Papa Argentino, Latino-americano e jesuíta, e conseguiu implantar o evangelho onde havia apenas burocracia política.
A beatificação de Dom Romero é a primeira de muitas outras que a extrema direita eclesial quiseram silenciar e abafar.
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