No dia 22/MAI/1965, a CG 31ª da Companhia de Jesus escolhia o Pe. Pedro Arrupe, então Provincial do Japão, como seu 28º Prepósito Geral. Eram tempos do Papa Paulo VI e o finzinho do Concílio Vaticano II. Começava um período promissor e abençoado que, por desgraça, não vingou.
Principiava, naqueles idos, a releitura do nosso carisma inaciano. Tempos de fidelidade criativa, com seus erros e acertos.
O Pe. Arrupe, homem apaixonado por Jesus Cristo, a Igreja e a Companhia, não foi bem compreendido pelas instâncias mais altas do Vaticano. Não é fácil entender os místicos e os profetas! Ele vivia com alegria o evangelho de Jesus. Seu mandato, no Governo Geral (1965-1983), marcou a história da Companhia de Jesus.
Refugiados, migrantes, pobres e marginalizados entraram então como sujeitos dos nossos apostolados.O Papa Francisco e o Pe. Arrupe, embora em tempos diferentes, são cara e coroa da mesma moeda inaciana. Quem não compreendeu um, também não acolhe hoje o outro.
A Igreja como a Companhia renascem, após um longo e gélido inverno eclesial, para contemplar a missão que o Senhor Jesus nos deixou: Sede misericordiosos como o vosso Pai do Céu...
E também felizes!
"
Uma pessoa, um coletivo, uma instituição (incluindo a Igreja) que não pergunta, não se pergunta e não se deixa perguntar são realidades terminadas. No melhor dos casos, peças de museu. A expressão mais viva da fé não é a afirmação, mas sim a pergunta. A partir da fé como segurança profunda, o crente se atreve a perguntar a Deus: por que...? O que queres...? E, obviamente, ao ser humano, o que você tem?, que é outra forma de perguntar a Deus" (Pe. Arrupe).
Uma pergunta: O que você acha dos jesuítas?